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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

terça-feira, 25 de dezembro de 2012


O que diz a morte 
por:  Antero de Quental

Deixai-os vir a mim, os que lidaram;
Deixai-os vir a mim, os que padecem;
E os que cheios de mágoa e tédio encaram
As próprias obras vãs, de que escarnecem...

Em mim, os Sofrimentos que não saram,
Paixão, Dúvida e Mal, se desvanecem.
As torrentes da Dor, que nunca param,
Como num mar, em mim desaparecem. -

Assim a Morte diz. Verbo velado,
Silencioso intérprete sagrado
Das cousas invisíveis, muda e fria,

É, na sua mudez, mais retumbante
Que o clamoroso mar; mais rutilante,
Na sua noite, do que a luz do dia.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012


"E essas canções que você canta,
Significam alguma coisa
Pras pessoas que te ouvem?
Pessoas como você "

The song that we sing - Charlotte Gainsburg 


A minha verdadeira face nunca fala. 



''Eu passei muito tempo na minha cabeça e no meu coração que eu esqueci de viver em meu corpo.''

Tara Hardy 





Não vejo a hora de desacorrentar-me de minhas amarras, 
Não vejo a hora de poder cantar sem temor,
Não vejo a hora de sentir  o sol resplandecer em meu ser,
enquanto isso aterrorizo-me com os cantos mais sombrios que possam ser entoados.
A partir da vivencia de meu misantrópico eu. 


Dear Franz,
I have been in another place
don’t mind.
So, did you walk away over some distant world ?
my dear what we had, cannot be forgotten, cannot be broken, the tears are like a knife, that hurt my face, i don’t come back to you, this never ends, because you cannot be forgotten.
                - Lúcia