Ah meus poemas sulfurosos
Que fazem arder minha alma.
Essa Fadiga respiratória
Que por ser poeta me mata.
Eu poeta, me contorço nas rédias,
Dominado como um cavalo.
Esses versos desfilam e me deixo ser usado.
E mutuamente
Eu poeta e as palavras,
cheios de entre laços, ainda que espinhosos, ainda que suaves
viveremos sempre juntos
Até o fim de meus pedaços, e eles podrefados.