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terça-feira, 25 de dezembro de 2012
O que diz a morte
por: Antero de Quental
Deixai-os vir a mim, os que lidaram;
Deixai-os vir a mim, os que padecem;
E os que cheios de mágoa e tédio encaram
As próprias obras vãs, de que escarnecem...
Em mim, os Sofrimentos que não saram,
Paixão, Dúvida e Mal, se desvanecem.
As torrentes da Dor, que nunca param,
Como num mar, em mim desaparecem. -
Assim a Morte diz. Verbo velado,
Silencioso intérprete sagrado
Das cousas invisíveis, muda e fria,
É, na sua mudez, mais retumbante
Que o clamoroso mar; mais rutilante,
Na sua noite, do que a luz do dia.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Ah meus poemas sulfurosos
Que fazem arder minha alma.
Essa Fadiga respiratória
Que por ser poeta me mata.
Eu poeta, me contorço nas rédias,
Dominado como um cavalo.
Esses versos desfilam e me deixo ser usado.
E mutuamente
Eu poeta e as palavras,
cheios de entre laços, ainda que espinhosos, ainda que suaves
viveremos sempre juntos
Até o fim de meus pedaços, e eles podrefados.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Em meus domínios lá ele estava,
Vagueando por essas lajes,
Eu o vi .
Sua face cálida, pálida
Eu vi.
Será eu louco?
Será o ópio?
Seu riso intenso e horrendo ,
Eu ouvi,
Nos murmúrios do vento,
Eu ouvi.
Alma desencarnada,
Habitada por anjos maus.
Em cada brisa gélida,
Eu o senti.
Parou ?
Ó sim, agora uma indomável tristeza toma conta dessas que vem depois que o efeito passa,
Severa.
Eu senti.
Meus versos são sangue,
Cada letra uma gota,
São dias de tristeza que vem e vão.
Meus versos são água que da chuva vem,
Que dos olhos saem,
Que no rio cai.
Meus versos são angústia,
De anjos esmorecidos,
Cujo as asas espalma, em pranto,
Que loucura de canto,
Com uma melancolia doce e quente.
Meus versos são morte.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
Vende-se, porém não é minha alma.
Pois a minha alma já anda por mãos alheias.
Traga-me um cigarro, ou dois não importa.
Estou tomada por essa melancolia.
Dessa que vicia.
Sente.
Sentar não.
Eu disse sentir.
Sentir essa morbidez tão fugaz.
Acalma-te é apenas a vida correndo em minhas veias,
Logo irá parar.
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